quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Meu trágico destino

Repensando minha vida
Triste destino escolhi
Não que eu seja pessimista
Mas minha infância não vivi
Por isso lamento as escolhas
Até do dia em que nasci

Sou uma menina mulher
Que nem de boneca eu brinquei
Presenciando brigas em casa
Será que com trauma eu fiquei?
Não suportava estar ali
Então, vou-me embora, pensei...

Ao primeiro que conheci
Deixei-me levar verdadeiramente
Tão necessitada eu estava
Em busca de aliviar minha mente
Viver sem brigas e discussões
Ohh, como eu era inocente.

A todos o apresentei
Feliz por tê-lo encontrado
Minha vida agora seria outra
Ou eu quem teria mudado?
De uma coisa eu tinha certeza:
Ele estava apaixonado.

O meu pai sempre foi contra
Não queria nem ouvir falar
Até sem falar comigo
Ele resolveu ficar
Mas em minha alma pequena
Nada iria nos abalar
  
Minha mãe era neutra
Só queria minha felicidade
E como eu confiava nela
Confidenciava todas as verdades
Inclusive a pior de todas
Que gerou minha infelicidade

Parei de ir à escola
Não conseguia olhar pra ninguém
Pois todos sabiam da história
E ainda fui mais além
Não contei nada a meu pai
Porque ele mataria alguém

Minha mãe foi minha cúmplice
Em todo momento me ajudava
Ao médico eu ia sempre
Mas me sentia desafiada
Como eu podia ser tão fraca
A ponto de não fazer mais nada?

O garoto se distanciou
Com isso eu piorava
Sentia uma triste dor
De que minha vida já não importava
Meu pai, coitado, sem saber
E minha mãe sofrendo calada

Sentia um aperto no peito
Não queria viver mais não
Antes que meu pai descobrisse
E morresse do coração
Ao saber que sua filha
Causou-lhe decepção.

Antes que eu me vá
Meu pai preciso te dizer:
A sua única filha
É portadora do HIV
Desculpa meu pai querido
Não quero mais te fazer sofrer.

A você minha mãezinha
Obrigada por sempre estar ao meu lado
Em todos esses momentos difíceis
Obrigada por ter me ajudado
A superar minhas crises
E a esquecer meu passado

Pra mim já não vale mais a pena
Nesta vida permanecer
Quero vê-los felizes
E comigo isso não vai acontecer
Mas saibam que em meio a tudo
Já não sinto mais medo de morrer

Eu queria não ter nascido
Assim o sofrimento não existiria
Talvez vocês nem tivessem brigado
Em vossos anos de alegria
Felicidade seria tanta
Uma imensa calmaria.

Assim termino meus versos
Neste último dia de vida
Irei agora ao meu médico
Á ultima consulta requerida
Fazer de minha vida “cinzas”
Que finalmente será destruída.

Autora: Vanessa Narel

terça-feira, 7 de junho de 2016



Uma intertextualidade entre o clássico Chapeuzinho Vermelho e o conto Fita Verde no Cabelo de João Guimarães Rosa

Como sabemos, a educação nos traz um leque de ideias para podermos trabalhar os conteúdos em sala de aula, e uma boa iniciação é através da peça teatral. Na turma do 6º ano do Colégio em que trabalho o paradidático do bimestre era Fita Verde no Cabelo de João Guimarães Rosa, então tive a ideia de planejar duas peças, uma de Chapeuzinho Vermelho e outra do conto Fita Verde, pois como vocês sabem este conto é bem reflexivo e nos leva a várias leituras, portanto uma forma deles interagirem e compreenderem, e até mesmo de não ficar aquela aula monótona, resolvi fazer essa culminância.


Bom, eles mostraram os dois lados da moeda. O de Chapeuzinho Vermelho, onde caracterizava uma criança inocente, desobediente e no final continua com aquela inocência. Já em Fita Verde, os alunos relataram que a garota usava a Fita verde porque significava a imaturidade e ela acaba perdendo no caminho. Fita Verde faz suas próprias escolhas, sua cesta era vazia e no final ela se depara com a triste realidade de que sua avó não estava mais ali. Sem contar que, o lobo mau de Chapeuzinho não aparece em Fita Verde. 






Portanto, a peça teatral foi de grande valia, e os alunos conseguiram atingir as expectativas esperadas. Toda a escola foi chamada para os prestigiar. Espero que você também tenha gostado, estarei aqui sempre, postando meus trabalhos.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Dicas para uma relação estável entre escola e família


Um dos aspectos mais relevantes quando se trata de ensino/aprendizagem é a base familiar. Como sabemos, é a família quem educa os filhos e a escola escolariza alunos! Mas não é sempre assim que acontece quando nos detemos a uma perspectiva ilusória.
Quem nunca se deparou com as seguintes frases: Eu queria que meu filho ficasse na escola o dia todo! ou então Ah meu Deus! Hoje já é sexta! ou melhor Eu não tenho mais o que fazer com essa criança. Ela não quer nada com a vida e eu não tenho poder sobre ele. Essas frases são decorrentes quando o professor ver a necessidade de procurar a família devido ao mau desempenho da criança na escola, ou até mesmo quando o professor se despede do aluno (a) numa sexta-feira; mas por quê essas frases são demasiadamente pronunciadas?
Vejamos que, uma família bem estruturada terão filhos bem sucedidos! Nem sempre isso ocorre, ah então isso não tem nada haver, a questão de família educar e escola escolarizar. Sim, tem tudo haver, não estamos aqui dando uma receita pronta pra que seu filho seja um aluno bem sucedido, e sim, levantando algumas hipóteses de como reverter a situação de mau aluno para bom aluno.
Pois bem, uma dica importante para a família conseguir um quadro significativo de seu filho na escola é observar o comportamento em casa, ou seja, se ele está atento para os deveres de casa, se não, é hora de agir. Pôr um limite nos compromissos de seu filho. Ah, mas eu não tenho tempo! Sempre arranjamos um tempinho pra tudo.
Outra dica para a família: esteja frequente na escola, ou até mesmo ligue para professor, entre em contato, pois a partir do momento que o professor, coordenação e direção está vendo sua insistência em ajudar seu filho, a escola se sentirá mais apoiada e assim, também, estará voltada para a melhoria de seu filho.

Agora, vejamos o contrário: é o professor que precisa buscar a família, o apoio familiar, então vamos lá.
A primeira dica é tentar conhecer um pouco mais daquele aluno. Ah, mas não tenho como fazer isso, conhecer cada aluno da sala. Lógico, mas pode tentar, não todos ao mesmo tempo, mas no decorrer das necessidades. Ao perceber um pouco mais, verá que aquele aluno pode trazer consigo algum trauma, alguma resistência que faz com que ele não se detenha as suas aulas. E aí? Depois que conhecer o real problema, a próxima dica é tentar conversar com ele, se aproximar mais, assim ele terá um pouco mais de confiança e se refugiará contigo. Não estou falando em você tomar as responsabilidades da família, mas tentar amenizar o mau desempenho desse aluno. Então, continuando, a partir de agora a última dica, buscar conversar com os responsáveis, enxergar o real problema e tentar de certa forma cativar e abrir a mente da família. Mas como? Isso é o mais difícil, mas não impossível. Chame-a para uma reunião na escola, mostre suas anotações diárias do desempenho do aluno, observe o semblante do responsável para saber se ele está prestando atenção em tudo; converse seriamente sobre as consequências que isso poderá trazer, e no final pergunte se realmente é aquele futuro que querem para os filhos. Mostre os pontos positivos (PRINCIPALMENTE), e perceba o quão ficarão felizes por saberem que seus filhos se esforçam.
Ah, mas isso já fizemos, procuramos a família, buscamos os conselhos, fizemos de tudo. Talvez sim, mas tentar sempre nunca faz mal. Talvez não procuraram a alternativa de maneira correta, talvez não chegaram aos seus alunos de maneira correta. Talvez um pouco mais de amor, de carinho. Essa profissão é árdua, mas muito gratificante, e além de tudo, sabemos que requer muito mais que compromisso e responsabilidade, sim, estou falando de afeto, carinho, companheirismo, de AMOR.